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Domingo armado: deus e sorte

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[RJ, Laranjeiras 19h, domingo (23)]

Ladrão (L)   Julia (J)   Polícia (P)   Taxista (T)

J: Passeia pela Rua Paissandu levemente sombria, banho recém tomado com celular de R$ 99 na mão.  Ao chegar na primeira esquina…
L:  [Olha e se aproxima com volume sob a blusa]
L:  Sou do Morro Azul (…) passa tudo! [levanta a camisa e mostra arma]
J:  [Suspiro profundo de cansaço].’Irmão’,  sou trabalhadora, fui assaltada com arma na cabeça mês passado,  ‘quebra’ essa pra mim?
L: [Muda o tom, fica menos agressivo, balbucia palavras incompreensíveis]
J: [ Não demonstrando medo] Não precisa mostrar a arma de novo. Você tá com fome? Vou ter dar R$ 28 para você lanchar, beleza?
J: [Abre uma carteira enorme vermelha e pega o dinheiro]
L: [Em silêncio total]
J: Obrigada, vou ver se arrumo um troco por aí para o ônibus…
L: [Consternado/raivoso devolve R$ 2]
J: Obrigada, fica com deus e boa sorte
L: [Sem reação]
J: [Vai se distanciando lentamente, ainda calma]
L: [Estende o braço e devolve os R$ 20]
J: [Nega com a cabeça e vai embora]

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J: [Liga para o 190, conta o incidente e descreve o ladrão com riqueza de detalhes, enquanto avisa para os passantes não seguirem em frente. Um casal que ia para a igreja coliga e solta pérolas: “ Culpa do tóxico!”, “Esse país não tem jeito...esses moleques deviam...morrer!”]
J: [ Se despede dos católicos praticantes e encomenda uma reza para ela e o para o  ladrão]

P:  [Por telefone] Boa noite, senhora, estamos enviando uma viatura, permaneça no local.                                                                                                                 J: Senhora, não vou ‘estar permanencendo no local‘, porque é uma rua erma e não pretendo ser assaltada de novo. Queria solicitar uma ronda - em menos de meia hora (se não,  não pago meu imposto!) - para pegar o ladrão que está nas redondezas roubando outras pessoas  trabalhadoras/cansadas.
P: Senhora, a responsável pela ronda é o Batalhão, nós apenas checamos a ocorrência no - exato - local do crime.

J: Favor, me passe para o ramal de informações da polícia.
P: Pois não senhora, estarei transferindo…
[Cerca de 20 minutos ouvindo música clássica intercaladas com mensagens otimistas nessa linha: “Obrigado por confiar na Polícia Militar do Rio de Janeiro trabalhando em 'prol' da sua segurança”]

Meia hora depois, quatro telefonemas para três números do 2º Batalhão que fica a algumas quadras dalí. Nada. Domingo, dia de futebol, ok. Eles também são filhos de deus e precisam tomar a sagrada cerveja de final do dia.

[Julia liga - novamente - para o setor de informações da polícia e pede os telefones da 9º DP (Catete). Depois de dez minutos, três números de telefone, nenhum contato estabelecido, ela desiste. Pega um táxi e segue para o aniversário da sobrinha de coração no Alto Leblon (locação preferida de Manoel Carlos para novelas globais. Uma viatura em cada esquina, benção!)
J: Conta, semi-nervosa, a história inusitada para o taxista. Ao descer do amarelinho escuta:

T: Fica com deus, boa noite e boa sorte

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P.S: Primeira foto do post:  Divulgação/ Relish (marca italiana roupas femininas)

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Divulgada conversa suspeita entre Creide e australiana
Ligação non-sense levanta questões
de relevância nacional

Os estagiários da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tiveram que ouvir - e transcrever - cerca de 495 horas de papo furado até encontrar vestígios de conversas comprometedoras dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Um dos telefones grampeados ilegalmente foi o da Dona Rosana.

O grampo revelou uma conversa entre sua empregada Creide e uma australiana suscitando dúvidas de relevância nacional:

Por que os gringos acham que em terras tupiniquins se fala espanhol? Deve ser porquê aprenderam na escola que a capital do Brasil é Buenos Aires.

Outra: de onde vem essa teatralidade tão pungente de algumas pessoas para responder perguntas das quais não entenderam absoltamente nada? E ainda tem o dom de fazer o outro de sentir um idiota!

Em geral, são as mesmas criaturas que falam mais d-e-v-a-g-a-r para ver se melhora a comunicação interlingüística. Capisci?Por que para dar mais “precisão temporal”, falamos “na base”.

Ah, lá pela base das 22h (sic)!”Que base é essa meu deus?! Quem é Seu Jairo? ? E o que fazia Dona Rosana com uma chave inglesa num sábado à noite na biblioteca de um convento em Atibaia?! Proponho que o caso seja incluido na CPI dos grampos imediatamente!

Bom, seguem trechos do trampo. Ops do grampo:

Se você acha que conhece a Dona Rosana de algum lugar, você está absolutamente… certo! Quando ela era mais jovem autorizou o uso de sua imagem para a Estrela.

Com o codinome de “Srta Rosa”” estampou um dos mais eletrizantes jogos dos nos 80: Detetive!

Hum, bateu a nostalgia-precoce? Tire o pó da memória e acesse: Jogos Antigos!
Não é a toa que existem por aí saudosistas com menos de 30 anos.

Detetive e War eram tão envolventes e viciantes quanto a trama de João Emanuel Carneiro, “A Favorita”. A violência desses jogos-retrô não é gratuita como nos sangrentos Mortal Kombat e Street Fighter. Mesmo quando sua missão é dominar o mundo antes do sol raiar.

Nota-pé: A Dona Rosana era uma celebridade nos anos 80. Clique aqui que você não vai se arrepender…

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Conheça a história dos protagonistas
da animação da Pixar/Disney
Longe dos holofotes, o peixe-palhaço virou punk
e Dory pedicure

Crise econômica e delinqüência juvenil. Os problemas da pós-modernidade atingiram também o submundo aquático. Nemo e Dory, personagens do longa-metragem “Finding Nemo” (2003) são os convidados da coluna ““Por onde anda?”” desse mês. Pressionado por sua família (de classe média em colapso) o ex-astro infantil, Nemo, teve que largar os estudos e trabalhar. Começou como estagiário de enfeite em festa infantil. Com seu primeiro salário, decidiu fazer um piercing.

Resultado? Voltou a estampar as capas de jornais do mundo inteiro como pioneiro na arte de body-piercing. Foi promovido e chegou a ter seu próprio show de patinação no gelo. Porém, o sucesso subiu a cabeça e ele gastou rios de dinheiro com drogas e noitadas.

Falido, Nemo foi despejado do seu cafofo-aquário e ainda descobriu que tinha sido traído pela Pequena Sereia com quem mantinha um romance escondido da imprensa internacional. Cansado de ser chamado de palhaço por todos, largou o show-business e virou um peixe-hippie-andarilho.

De noite, vendia melzinho na porta de shows de forró. De dia, revendia bijuterias cafonas na praia junto com uma piranha-argentina maluca. Mas o “end” dessa história, não tem nada de “happy”. Os peixinhos de rua foram flagrados roubando balas nas Lojas Americanas e acabaram recolhidos por uma carrocinha e viraram sabão.

A melhor amiga de Nemo, a simpática Dory, ainda tentou ser escalada como figurante em Malhação, mas não passou no teste do sofá. Devido ao seu problema de perda de memória recente não conseguia decorar nenhum texto. Ela alegou ainda que estava muito crua para interpretar essa seqüência de tamanha complexidade shakespeariana: “Já malhou, tá malhando ou vai malhar?” Porém, ela não desistiu facilmente. Tentou uma ponta na Record, fez teste para dançarina na CNT, para gostosa em Zorra Total e se inscreveu para o BBB 9,10 e 11. Depois de “ficar analisando muitos projetos”, desistiu da carreira artística.

Aliás, ela se lançou como cantora-peixe-rebolativa de funk no programa da Luciana Gimenez na Rede TV. Mas como esse é um (super)mercado de altíssima competitividade, ela não conseguiu espaço na mídia.

Anônima e acima do peso, virou um peixe-prostituta de beira de aquário. Mas foi apenas uma fase passageira. Dory sacudiu as algas e deu a volta por cima. Arrumou um trabalho semi-escravo como pedicure em salão de beleza em Beverly Hills. Ela tem que aguentar chulé de madame e ainda dividir a gorjeta com 100 colega. Duvida? Clique aqui e confirme.

Nota pé: Macaulay Culkin e Rafael (ex-polegar) são outros exemplos de ex-astros infanto-juvenis que não resistiram ao sofrimento do anônimato repentino. Você lembra de outras estrelinhas animadas que caíram no esquecimento? Comente!

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Lei seca resgata hit dos anos 80 “Tô p. da vida

Depois de encher a cara com bombinhas de rum e entornar caixas de bombom de licor, só nos resta sentar na sarjeta e esperar a onda passar. Ou ir de táxi, como a Angélica faria. Quem também tá “p. da vida” com essa nova lei do bafômetro são os meninos da girlband, ops, boyband Dominó. Uma banda famosérrima nos anos 80. Eles vão relançar o hit para homenagear quem: não tem grana pra andar de táxi como se estivesse em NY, não quer tomar coquetel de frutas sem álcool em casamentos de amigos ricos e não quer chorar as dores de amor com água mineral gasosa. Vale destacar que a relevância dos Menudos versão tupiniquim ultrapassa as barreiras musicais.

Eles são pioneiros em abordar questões eco-ambientais do meio ambiente e são precursores no estilo metrosexual. As ombreiras, topetes, biquinhos e quebradinhas-sensuais ajudaram a refletir sobre o futuro sombrio da humanidade. Isso tudo enquanto seus contemporâneos da banda Polegar cantavam músicas como “Dá pra mim”.

Pronto, eu juro que vou parar de escrever sobre essas drogas pesadas. Nada de lembrar outros sucessos, nem falar de programas incríveis do Dr. Silvio Santos, o mago do entretenimento farofa. Aliás, essas conversas nostálgicas não passam de papo de bêbado em mesa de bar. Me desculpem, mas esse programa está super-fora de moda.

Gente, não aguentei. Cuidado ao abrir:

Ah, já que está aqui mesmo, se joga (Tcha, tcha, tcha) nesse hit também.

P.S: Ela tava morrendo de saudade. Ah, bem.

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Saiba como reconhecer criaturas fantásticas
e não cair em roubada

Todo sábado à noite é a mesma coisa. As Dorothys afoitas tiram do armário seus sapatinhos de rubi e vão pelas Estradas de Tijolos Amarelos caçando seus príncipes encantados, desesperadamente. Saem de casa para (tentar) desencalhar de vez. Munidas de carteiras falsificadas, (Alguém ainda acredita em cópias autenticadas?) tentam entrar na balada, na night, tanto faz. Elas ainda tem dezessete anos, mas já usam drogas sintéticas para chegar “Somewhere Over the Rainbow”. Lá sempre esbarram com mesmos macacos voadores em busca do seu final feliz.

No fundo, elas só queriam ver um DVD e ter com quem dividir uma barca de comida japonesa, mas sempre terminam em um pé-sujo qualquer com bêbados Joselitos. Saiba como identificá-los antes que seja tarde demais. Ou seja, antes de já ter dado o telefone – certo – e marcado um date para o dia seguinte.

O Homem-espantalho. Vulgo pseudo-intelectual

Não tem nada por dentro, porque só leu só as orelhas dos livros, mas adora desfilar com o Machado de Assis do avô intocado pelo corredor da faculdade. Sim, ele tem 34 anos e ainda está lá. Simpático, magricelo, toca música romântica no violão. Conhecido também como “sem cérebro”. Se diz comunista, mas não sabe muito bem o que isso significa. Tem um pôster do Che na parede. É rico, mas adora posar de pobrinho. Escolhe All Star furado por estilo. Quer ser roteirista de cinema, mas não sabe quem é Bergman. Recusou estágio de auxiliar de assistente de coordenador de iluminação, porque seis horas de trabalho no set iriam bloquear sua visceral criatividade. Acumula idéias geniais e projetos revolucionários que nunca sairam da gaveta.

Além de escritor, é compositor, poeta e fotógrafo. Sua família adora seus textos e fotos conceituais. Até porque ninguém além dele e sua avó de 98 anos entendem tamanha complexidade sintética. Se nada der certo quer ser designer de cadeiras de bambu. Leu por aí que ser ecologicamente correto é “cool”. Escreve cartas de amor em papel reciclado para tirar onda. Faz ioga. Desculpem, yôga. Mauá é seu paraíso. Não tem opinião, mas adora radicalizar e dizer frases polêmicas em mesa de bar. É sempre do contra. Acha tudo “interessante”. Sabe dançar junto. Faz com que cada uma de suas cinco mulheres sinta-se única. Adora fazê-las sofrer e tem uma enciclopédia de eufemismos para terminar namoro.

Deixou a barba crescer depois que o Los Hermanos transformou o visual mendigo em sinônimo de inteligência e elegância. É só abrir uma brecha para ele declamar um trecho de sua música preferida: “Paquetá (Álbum 4). “Do imbróglio que quiproquó/ E disso, bem, fez-se esse nó. / E desse engodo eu vi luzir/ De longe o teu farol”. ( Hã? Alguém sabe o que isso quer dizer?). Resumindo, o homem-espantalho é mestre em simular ser quem não é. Algumas aves mais vividas já sabem afastar-se deles e partir para outra plantação. Outras acabam habituando-se aos seus trapos e interior vazio.

O Homem-lata. Forte, sexy e rude

Pipa, só no ventilador. Não suporta azeitona. Que bom que ele não tem coração, porque sua mãe acha que nenhuma mulher está aos seus pés. Aos pés dele ou aos dela, afinal? Se veste bem. Tão bem que chega a ser cansativo. A palheta não sai do branco, bege e preto. Tem bermudas cargo caqui, cru e palha e jura que todas são (completamente) diferentes. Conhece o poder de uma t-shirt preta gola V, mas não tem malemolência, nem pegada. Tem uma tatuagem no lugar certo. Aquela nem escondida, nem explanada.

Bebida predileta? A que for deixá-lo bêbado mais rápido: Tang sabor laranja com vodka vagabunda. Arf. Não tem estilo musical preferido. Vai da rave à micareta passando pelo sambinha “de raiz”, só pra pegar mulher. Faz campeonato com os amigos de quem fica com mais bruxas, ops… digo as mais barangas. Gravou fitinhas de funk proibidão e hoje compra DVDs falsificados. Já roubou na adolescência. Literatura? Desconhece. Mas tem uma prateleira lotada de Auto-ajuda. Fã do Dr. Lair Ribeiro - pioneiro do ramo - atualmente divide seu tempo vago entre “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes” e “Jesus, o maior psicólogo que já existiu”. Seria óbvio demais dizer que viu o filme “O Segredo” mais de sete vezes.

A cada cinco frases, inclui alguma variação de “agregar valor” e a nível de mercado”. Ganha dinheiro no mercado financeiro. Coloca no álbum do Orkut fotos ao lado de celebridades B e acha isso o máximo. Raspa o tórax (ui…) para que seus músculos sejam mais facilmente perceptíveis. Carne com sal grosso é seu prato preferido. Acha protetor solar coisa de viado. Tem peladas inadiáveis com os amigos três vezes por semana. Tem três Pit Bulls: Rickson, Royce e Royler. Se diverte com tabelas de Excel. Sempre sonhou em ser engenheiro de sucesso.

Adora e-mails em Power Point com fotos de paisagem em baixa resolução. Promete que vai ligar no dia seguinte e não liga. Não manda flores. Mente e trai sem culpa. Afinal, dentro deles não bate um coração. Tem o cérebro enferrujado. E não há boa vontade de Dorothy nenhuma, nem overdose de óleo que dê jeito. Não sabe o que é metáfora, não quer saber e tem raiva de quem sabe.

Homem Leão-Covarde. Metrosexual, criado pela avó.

Não desce pro play, porque não sabe brincar. É surfista Zona Sul e de manhã come mamão. Sensível, leva a mãe viúva no cinema em pleno sábado chuvoso. Não sabe fazer as malas, não sabe comprar cuecas sozinho. Usa camisetas pólos listradas com cinto marrom pra dentro. De tão vaidoso, beira o ridículo. Não senta para não amassar a roupa. Só usa tênis se estiver tinindo de tão branco. Quer noivar e adora uma festa no play com pratos descartáveis e flores de plástico. Elas não morrem e podem ser reutilizáveis. Faz coleção de frases. Cada dia usa uma diferente no MSN. Tem o sonho de fundar um fã-clube, mas não sabe para quem. Gosta de peças de comédia-vulgar no teatro. Odeia cinema brasileiro. É primo em segundo grau do Homem-Flicts, já descrito detalhadamente em post anterior.

Comprou um celular que parece um laptop. Tem um DVD com caixa de som Dolby Digital 5.1 Surround Sound Power. Emoção pra ele é andar de moto. Usa boné de noite. Perdeu a virgindade com a empregada gostosa. Comprou diploma de advogado, mas não passou na prova da OAB. Trabalha de favor no escritório do tio rico. Tem um carro poderoso. Mas o modelo é de 1992. Fica na garagem porque tem medo que roubem. Puxa papo com a mulher que está a fim pela Internet e sempre pergunta o que ela vai fazer, após a resposta, solta um indecifrável “hummmmm…”. Ele não a convida pra sair porque tem medo de ser rejeitado. Aproveita o motel de terça a quinta porque além do desconto, vem Arroz a Piamontese di grátis. Tem um perfume caro, mas não usa porque tem medo de acabar.

Narcisista, não aceita críticas. Adora falar em público, conta piadas idiotas como ninguém. Mas tem medo de escuro e esconde que fez xixi nas calças até os oito anos. Sempre foi representante de turma. Mas era x -9 das coordenadoras-bruxas. Só anda com a galera e nela se garante.

Nos próximos posts confira: os 11 mandamentos da mulher inteligente, como distinguir homens certos e errados e quando acreditar no que ele diz e quando cair fora. Você quer saber tudo isso mesmo? Então passe na livraria mais perto e compre o pior da auto-ajuda decadente. Aliás nada disso. Não gaste dinheiro com livros idiotas com títulos pretensiosos como “O que toda mulher inteligente deve saber”

Leia o resumo, guarde o dinheiro e vá assistir Sex and the City, o Filme, assim que estrear. Depois de cair em muitas roubadas amorosas e namoros fracassados, parece que ultra glamourosa Carrie Bradshaw, finalmente, vai viver feliz para sempre ao lado de Mister Big. Curiosa? Assista ao trailer do filme mais aguardado do semestre. E pra você, o que toda mulher inteligente deveria saber? Opine nos comentários!

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Nova top-bebum se inspira no Rei e
veta biografia não-autorizada

Você não lembra quem matou Odete Roitman, mas já ouviu falar da sua filha problemática: a top-bebum Heleninha, interpretada por Renata Sorrah na novela global Vale Tudo. E assim como Gretchen passou o trono de rainha do bumbum para uma dançarina moça de família - a “ex-mulher melancia” (?!) - a etílica personagem do folhetim oitentista ganhou uma rival à altura: Amy-Jade Winehouse, 24 anos de bar.

Ela é feia, sexy e junkie. Genuinamente porra-louca. Chegou para dar um basta na era das princesinhas pseudo-virgens e pré-adolescentes de dentes brancos e cabelos alisados no topo das paradas musicais. A cantora retrô-encrequeira mistura (entre outras cositas más) R&B, hip-hop e soul dos anos 60 como ninguém.

Inspirada no rei do TOC (Transtornos Obsessivos-Compulsivos), Roberto Carlos, a cantora disse “no, no, no” para sua biografia não-autorizada. Ela quer que todos os exemplares do livro “The Amy Winehouse story” sejam retirados das livrarias.

No vídeo abaixo, mais uma humilde homenagem àqueles que sabem que beber vinho branco vagabundo dá dor de cabeça e prosecco em casamentos é eufemismo para “meu sogro não quis pagar champanhe francês”. Para ver o vídeo de momentinhos sem glamour de gatinhas que ainda insistem em beber de estômago vazio, clique na seta do meio.

Quer saber quem é medalha de ouro no Top 10 dos bêbados de novela? Clique e confira!

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Curiosades sobre esse fenômeno glúteo-antropológico

Vai se mudar para Louisiana (EUA)? Não esqueça de levar na mala, calças baggy, semi-baggy, suspensórios-retrô e cintos tressê marrom. Sabe por quê? O prefeito da cidade de Cajun assinou uma lei que pune com prisão e multa de U$ 500 quem pagar cofrinho (”buttcrack“) em vias públicas. No Brasil, o cofre é uma prática legalizada e já ganhou homenagens de consagrados artistas da MPB: “Cofre” (Ivan Lins), “Cofre de seda” (Simone) e “Arrombou o cofre” (Rita Lee).

Confira: Pagando Cofre - o filme. Produzido, roterizado, dirigido e editado por Dona Julha. Uma humilde homenagem - versão Beta - para quem pagou, paga ou ainda pagará cofre. Participação especial de Gisele Bündchen e trilha sonora de Caju & Castanha.

Dica de link: quer saber mais sobre Música Popular Brasileira? De Ivan Lins a Tati Quebra Barraco? Acesse já: Desciclopedia

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Ele adora rodízio de salgados
e acha Chico Buarque um porre


Flicts não é cru, nem bege.
É aquela cor-de-burro-quando-foge.

O homem-flicts, em vez do cavalo branco, aparece de Chevette dourado emprestada do bisavô ou com uma mini-van 800 cilindradas a gás do vizinho. Com o possante ele te leva para aquele shopping cheio de rampas íngremes. O carro – sem seguro e ar-condionado - morre e bate na pick-up que subia logo atrás. Mais emocionante que montanha russa e totalmente grátis.


Eles deixam as mulheres à beira de um ataque de nervos.
O que não pode faltar no homem-flicts?
Opine nos comentários!

Aliás, gratuidade é uma palavra importante no vocabulário do homem-flicts. Ele mora com a mãe e guarda 90% do salário todo mês. Só abre a mão para tunar o carro. Ou seja, comprar coisas que vão te envergonhar na frente dos outros. Leia-se: luzes verdes fosforescentes e qualquer acessório enorme, prateado e brilhante. Caixas de som gigantescas no porta-malas também costumam agradar. Afinal, ele não precisa de um lugar para guardar bagagem porque detesta viajar.


Todo mundo acha cinema a maior diversão.
Eles preferem Telecine Action no sábado à noite.

Apesar da ostentação brega-automobilística, não dispensa um aromatizador de ambientes extra-forte pendurado no vidro. No final do ano pretende parcelar em 12 vezes uma viagem para a Disney. O homem-flicts (ainda) está magoado com os pais porque não viajou de excursão com a Stela Barros. Vale ressaltar que esse sonho não poderá ser realizado. Não, a vovó de pochete não morreu, mas declarou auto-falência da firma.Mas é quando decidem gastar os 10% restantes do salário que os problemas começam. Não gostam de teatro, nem shows que custem mais de R$ 10. Não bebem vinho e desconhecem saquê. Lógico, até porque odeiam comida japonesa e fazem questão de frisar o nojo por “comida crua”.


Boa pinta, sarado e rico. Cuidado:
ele também pode ser um homem-flicts!

Apesar da barba na cara, o homem-flicts adora os biscoitos Cebolitos e Cheetos. E faz questão de comê-los até a último o farelo chupando os dedos minuciosamente. O grand finale fica com a limpeza das mãos disfarçadamente na roupa. Nem ouse oferecer brie com damasco ou carpaccio com pêra. Ou é doce ou salgado. Maniqueísta assim. De preferência, bem salgado e gorduroso. O único programa que une a quase-gratuidade com o paladar-ogro é um rodízio de petiscos. Por cerca de R$ 10 é possível comer bolinhas de queijo frias, bolinho de bacalhau sabor batata e provolone à milanesa com torresmo. Além de outros 27 tipos de quitutes com validade indeterminada. Apesar de passar mal depois, ele insiste que “vale muito a pena”.Escuta dance-music mesmo fora da balada e acha Chico Buarque um porre. Na TV, intercala a final de luta-livre com Zorra Total e novela das 20h. Acha livro uma coisa pesada, empoeirada e démodé. Não tem personalidade, não sabe puxar papo, não ri de si mesmo. Se acha um gênio incompreendido e culpa o mundo pelo seu fracasso. Ele não tem amigos de infância, só best-friends de Orkut.


Todos nós somos um pouco Flicts. Algumas
mulheres se recusam a aceitar
e esperam o príncipe encantado.

Ele não é isso, nem aquilo, parodiando Cecília Meireles em outro clássico da literatura infantil. Assim como a cor criada por Ziraldo, o homem-flicts também procura seu lugar no mundo: “Não tinha a força do Vermelho, não tinha a imensidão do Amarelo, nem a paz que tem o Azul. Era apenas o frágil e feio e aflito Flicts”, resume o cartunista.

Nota pé: O homem-flicts é um personagem ficcional. Qualquer semelhança com a vida real terá sido mera coincidência.

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Saudosa guloseima mudou de rótulo antes de ser
retirada das prateleiras.
Dinheiro comestível será o próximo hit
da gastronomia infanto-juvenil?

Em 1937, eram fabricados charutos de chocolate
Foto: Chocolate Pan

Eu comi dinheiro. Foram duas notas de R$ 50. O paladar é duvidoso e o gosto de parafina. No pacote, R$ 177 comprados por R$ 4,99. Matemática não é o meu forte, mas acho que fiz bom negócio. A aposta do fabricante seria uma tentativa de alcançar o sucesso dos cigarrinhos de chocolate politicamente incorretos dos anos 80?


Crianças pós-modernas comem dinheiro.
Sinais do apocalipse? Foto: Grinx

Aposto que o “Dinheiro de chocolate ao leite” não chegará a se tornar um clássico. Afinal, nada se compara ao ritual de acender um cigarro com isqueiros imaginários e tirar onda de adulto. Você quer saber o triste destino dos inocentes cigarrinhos? Foram marginalizados por algum antitabagista extremista e passaram a ser chamados de “Rolinhos de chocolate”. Branquearam o menino-propaganda e ainda tiraram o bagulho de cacau da suas mãos. Quase anônimo, o cigarrinho encalhou nas prateleiras.


Um processo causou o enterro definitivo do clássico

Com a embalagem careta e o fracasso nas vendas, a retirada do mercado foi inevitável. “Atualmente a Pan produz somente o CHOCOLÁPIS”, anuncia o site da primeira fábrica de chocolates do Brasil. Nele, um estagiário competente fez questão de preservar a memória da saudosa guloseima:

“Há 65 anos, a PAN lançava os famosos cigarrinhos de chocolate… e você se lembra tão bem daquela doce sensação de prazer e ansiedade ao desembrulhar um cigarrinho de chocolate”. Não foram encontrados registros da data de fabricação do último lote. Pois é, acabou-se o que era doce.

Ao lembrar dessa gostosura pseudo-ilícita, desencavei uma fofoca bombástica que agitou os recreios dos colégios nos anos 90: Encontraram cocaína no frumelo de morango! As crianças comiam pacotes e pacotes, mas acabavam - no máximo - com overdose de cáries. Chega de memórias empoeiradas por hoje. Já vi trintona que começa comprando almanaque dos anos 80 e termina dançando Plunct Plact Zoom dando mole para o sósia do Bozo em festa na Lapa.

Anotem: nostalgia em excesso faz mal à saúde. Relembre dessas drogas com moderação.

Leia a matéria: ‘‘Cigarrinho’ da Pan muda de nome para preservar menores

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Cuidado: neurose midiática à vista

Lembre-se que na década passada usar Internet era exclusividade para antenados em novas tecnologias, ou seja, os famosos nerds. Falar ao celular era regalia para executivos que desfilavam pelo centro da cidade com o clássico tijolão Motorola. Estará na hora de inaugurar um museu para peças como: walkman, walktalk, fax, pager, câmera de filmar analógica e toca-fitas? Acho que não. Os dinossauros tecnológicos ainda são recentes demais para ganharem status de ícones cult-retrô e já não valem mais um parcelamento em 12 vezes nas Casas Bahia.


“Leia sobre os nerds de todos as décadas.

Em 2016 o que será “démodé”? Façam suas apostas. Vovós usarão “Ipods” sob o olhar repressor dos netos? Vamos lá, admita que você não sabe programar o vídeo cassete (sim, ele ainda sobrevive!) e/ou só usa o microondas para fazer pipoca. Tem também os que não conhecem um quinto das funções dos celulares e ainda tem dificuldade com a máquina digital. Ficam no feijão com arroz: “Geeeeeeeente junta aí!”

Detesto o carão pseudo-blasé de quem não se surpreende com as novidades. Eu, com menos de trinta anos, fruto de uma adolescência híbrida entre o analógico e digital, ainda me espanto com qualquer bobagem. Fico surpresa, por exemplo, com a proliferação de controles remotos pela casa. Já vi no camelô um tal de controle universal: “5 em 1… mas não é só isso”, grita o vendedor. “Ele manda até na sua mulher!” Depois da piada machista sem graça, coloquei R$ 10 reais de volta no bolso. Acho que apenas no quesito avalanche de controles remotos, minha casa se parece com a família Jetsons, desenho futurista da nostálgica década de 80.

George, Jane, Judy e Elroy Jetson, além da lendária Rose se comunicavam através de visores com imagem e som espalhados pela casa. Resgatei a imagem dessa família-símbolo da pós-modernidade, quando dentro do meu “Gmail” surgiu, meses atrás, uma caixa de conversa. Aliás, caixa de conversa foi péssimo. Explico: um “serviço” de mensagens instantâneas do todo-poderoso Google que traz tanto o “chat” tradicional, quanto “chat” com voz. Para quem é da época do “ICQ”, e seu irritante “”oh-ow”, foi um choque. Peraí, ou é e-mail ou é Messenger. Essa coisa de sinergia virtual me causa ainda um certo tumulto mental. Pelo menos, para mim, aos 24 anos. Não sei o que uma menina de quatorze pensaria. Mas aposto que diria algo monosilábico como: “Que irado!”


, por Jean Galvão

Assim como o MSN, no Google-Talk você pode colocar “Busy”, apesar de todo mundo saber que é de mentirinha. Aliás, se definir como “ausente” ou “volto jᔠsão ótimos recurso para espantar malas, carentes virtuais (“Você não pode enviar Toques com tanta freqüência”), contatinhos ultrapassados, etc… principalmente os que começam a frase com “E aí, tá sumida heim!”. Horas e horas se perdem em bate-papos superficiais, descartáveis. Queria lançar a campanha: “Saia do Msn e vá ler um livro!”. Quanto mais tempo se gasta em blá-blá-blás infinitos, menos tempo se dedica à leitura, à redação, ao chopp com os amigos. Desculpem o maniqueísmo ranzinza da constatação, mas aqui só estou colocando os contras da ferramenta.

Paradoxalmente, para “otimizar” (arght…) o tempo, a parafernália tecnológica aumenta, porém ficamos cada vez mais ocupados. Sem ar na avalanche de interatividade. Tempo é mais que dinheiro, é uma preciosidade. Não basta acessar compulsivamente o Orkut, fotolog, blog, Myspace e Youtube, temos que estar “on line” o tempo todo. Dentro do e-mail, no celular, sei lá mais aonde vão inventar. Ainda bem que não criaram o chopp virtual. Você anda “busy” para o ócio? A opção é simples: Ufa…


Fonte

Saia já do MSN, pare de verificar scraps e fuxicar a vida alheia. Descubra sites bacanas. Quer uma dica? Capas de jornais de todos os continentes.

Tio Freud, será que sofro dessa tal de Neurose Midiática?

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